ARTES PLÁSTICAS: Obras e instalações que fazem o espectador chamar a polícia.

É intenção de uma obra de arte causar impacto, algumas chamam tanta atenção que viram caso de polícia.

Por exemplo, nesta semana o jornal Folha de São Paulo escreveu que o Mube está com uma novíssima exibição; lá está a instalação de Laura Vinci. Sua obra cria vapores que dançam e dão a impressão que o chão flutua. No entanto, a fumaça espessa alertou moradores do entorno que, por engano, chamaram os bombeiros pensando tratar de um incêndio no museu, contou o repórter Silas Marti.

Para a revista Brasileiros, o curador do museu justificou a escolha dessa instalação porque "No Ar" lhe recordava uma pintura do artista belga Magritte, justamente a obra adorada por Paulo Mendes da Rocha, arquiteto do prédio do Mube, que sentiu-se inspirado na imagem da enorme pedra flutuante quando fez o projeto.

Tudo a ver; obra, museu e efeito.

Em 2014 outro caso também fez aumentar os telefonemas para a polícia. Esculturas de homens em roupa de mergulho do artista, Eduardo Srur, foram posicionadas à beira de pontes sobre o Rio Pinheiros, em São Paulo. De noite, as peças pareciam suicidas indo ao encontro da águas sujas da cidade.

Na verdade, a intenção do "trote" eram alertar a população para a poluição dos rios da capital paulista. Uma ação em conjunto com as secretarias de Meio Ambiente, que estavam a par da repercussão. Ainda bem.

Neste álbum estão fotos da instalação no Mube, da pintura de Magritte e das esculturas sobre o Rio Pinheiros. Você ficaria assustado?

Visite o Mube: www.mube.art.br